Friday, June 19, 2009

resposta ao comentário do rodrigo no meu último post:

Decifra-me ou me devoro

Hoje
Estou escrevendo tudo
Ao contrário:
Onde se lê feliz,
Leia-se dor.
Hoje
Estou vivendo tudo
Ao contrário:
Onde se vê sorriso,
veja-se rancor.

TAVARES, Ulisses. Diário de uma paixão! São Paulo: Geração Editorial, 2003.

Monday, November 24, 2008

Foi entre o capítulo nove e o dez que eu decidi voltar a viver. E a primeira coisa que vou fazer quando chegar em São Paulo (não exatamente a primeira, pois tenho de trabalhar, tenho a aula de dança e o ensaio da coreografia final, tenho de tomar um banho, dormir na minha cama, desmanchar as malas, trabalhar de novo, estudar pra prova de inglês, veja quantas coisas fiz pra te esquecer) é terminar aquela porra daquela carta que carrego há meses na sacola da Cultura Inglesa.

(trecho escrito na estrada entre Rio e São Paulo, madrugada do dia 24 de novembro de 2008)

Monday, November 17, 2008

é mentira o que eu disse

Ontem, Maria Luiza olhou nos meus olhos pela primeira vez. Não sei se ela me viu, mas procurei ficar a uma distância em que ela pudesse enxergar melhor o novo vulto que chegava perto pra conversar com ela.
Já não me lembro mais do momento em que Victória me olhou nos olhos pela primeira vez. E isso me dói. Não porque eu não tenha dado o devido valor, porque eu dei, mas porque eu não registrei. E amanhã, Victória vai passear numa excursão de escola. Veio toda feliz me contar, mostrar o papel da pousada, mostrar o maiô que a mãe acabara de comprar. Vai pular de tirolesa. Já são quase dez anos.
Hoje voltei a escrever pra consertar um erro. Semana passada, numa conversa com amigas sobre blogues, eu disse: “Eu só escrevo quando estou apaixonada ou quando estou sofrendo por amor.” É mentira. Acho que eu disse essa bobagem pra justificar a minha ausência aqui. Na verdade, eu só não tive tempo, ou tive preguiça. E o que me faz escrever não é paixão, nem sofrimento, é vida, como sentir o peso não leve da Malu nos meus braços, como ver o sorriso da Victória ao ganhar parabéns na aula de inglês.

Friday, November 07, 2008

babe, vc me faz sentir viva e há quanto tempo eu não sentia isso nem lembro mais

Thursday, June 26, 2008

Lorena foi requisitada por mais de uma pessoa esta semana. Sintomático...

Tuesday, April 29, 2008

"– Saudade é igual a amor, Nora. Não mata, ajuda a viver."

Fala de Tieta para Leonora em Tieta, de Jorge Amado.

Thursday, April 24, 2008

Quarta-feira, 16 de abril de 2008

Enigma da noite I
"Não se afobe não, que nada é pra já
o amor não tem pressa, ele pode esperar em silêncio [...]
não se afobe não, que nada é pra já
amores serão sempre amáveis
futuros amantes quiçá se amarão sem saber
com o amor que um dia deixei pra você"

Enigma da noite II
"O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz"

Fui dormir com Chico pensando nele.

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